* Gabriel Casoni, da direção regional do PSTU Baixada Santista
No bate-papo dos velhinhos na praça, almoço de domingo em família, conversas entre os colegas de trabalho, redes sociais, em toda parte, o assunto é um só: Dilma ou Aécio?
As discussões são acaloradas, apaixonadas. Na esquerda e entre os trabalhadores, há um legítimo ódio contra Aécio e o PSDB. Ainda martelam na mente, como um pesadelo, as lembranças do governo de FHC. Quem não se lembra das privatizações obscenas? Quem não se recorda do desemprego em massa e dos ataques aos direitos dos trabalhadores? Quem não pensa nas milhões de famílias que viviam assoladas pela fome e o desamparo?
Os tucanos e seus comparsas não merecem um pingo de confiança do povo brasileiro. É preciso chacoalhar os trabalhadores e os jovens que, frustados com o governo Dilma, pensam em votar em Aécio. O PSDB e seus aliados são nossos inimigos irreconciliáveis e assim devem ser tratados pela classe trabalhadora.
Até esse ponto há um consenso entre aqueles que se consideram de esquerda. Porém, por outro lado, não há um acordo sobre o voto em Dilma no segundo turno.
Muitos amigos, preocupados com o crescimento eleitoral da direita, me perguntam: não seria sensato votar em Dilma para evitar um retrocesso ainda maior com a vitória da Direita?
Em primeiro lugar, os alerto: a direita não está só na oposição tucana. A direita está com muito peso dentro do próprio governo Dilma. Com quem está Maluf, Sarney, Collor, Kátia Abreu e tantas outras figuras sinistras?
E mais, para os banqueiros, empreiteiras, ruralistas, enfim, para a grande burguesia corrupta e parasitária, o investimento feito até aqui na candidatura petista é maior do que as doações destinadas aos tucanos. É preciso refletir com serenidade sobre o significado desse fato tão revelador.
Por fim, termino com algumas perguntas sinceras aos meus amigos que temem o triunfo dos tucanos: o que explica o crescimento da Direita nas eleições? O que fez com que uma figura lamentável como Aécio possa aparecer na TV, com o sorriso na boca, falando em nome da mudança?
Não será o momento de refletir sobre o pacto de Lula e do PT com os banqueiros, as empreiteiras e os partidos corruptos da direita?
A história está farta de exemplos de governos de “esquerda” que, servindo aos velhos senhores, fazem renascer a direita moribunda.
A estratégia da direção petista, a da administração dos negócios capitalistas com pequenas concessões sociais, é a principal responsável pelo sorriso reluzente de Aécio na campanha. Infelizmente, o PT é a esquerda que a direita gosta. Alimentar ilusões não faz bem. Por isso, votarei nulo no segundo turno.
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