O PSDB e o governo Dilma (PT) querem entregar de vez o Pré-Sal para as transnacionais

O projeto de Serra só prejudica os interesses estratégicos do Brasil

Zika e microcefalia: O governo perde feio para o mosquito

As mulheres é quem devem decidir se prosseguem ou não a gestação

O que está por trás das denúncias e do apoio a Lula?

Com o momentâneo arrefecimento do impeachment de Dilma, disputa mira 2018

3 de junho de 2014

Padilha e Maluf não são alternativa ao PSDB. Fortalecer a Frente de Esquerda em SP!

Direção Estadual do PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

03/06/2014 - O descontentamento do povo paulista com o governo Alckmin (PSDB) cresce a cada dia. A ameaça de falta d´água já virou realidade para 23% da população. Nos trens e Metrô a superlotação e a falta de investimento provocam paralisações constantes e trazem riscos à segurança dos usuários. A educação e a saúde públicas, por sua vez, estão completamente abandonadas. Mas não é só. O número crescente de assassinatos, roubos e execuções deixa a população assustada e insegura. A realidade é ainda pior nas periferias, onde a violência do crime organizado se combina com a violência policial contra os negros e pobres. 

Depois de 20 anos de governos do PSDB, é hora de derrotar Alckmin! Os trabalhadores e a juventude querem mudanças! Queremos mais saúde, educação e transportes públicos; mais segurança e o fim da violência policial; queremos a Sabesp 100% estatal para acabar com a falta d´água. Enfim, queremos São Paulo para os trabalhadores e o povo!

Padilha de braços dados com Maluf Infelizmente, o PT e Padilha não são uma alternativa para derrotar o PSDB em São Paulo. O PT fala mal do tucanos e da velha direita, mas faz aliança com corruptos, grandes empreiteiras e bancos. A aliança com Maluf (PP), que é procurado pela Interpol, foi selada na última sexta-feira (30). Ao chegar ao evento, Maluf falou que a aliança entre os partidos será do "tamanho do Corcovado, abençoada por Deus". 

Haddad (PT), na capital, é o maior exemplo do projeto do PT de “mudar” para tudo ficar como antes. Nas eleições, disse que ia ser diferente de Serra e Kassab. Depois de eleito, entregou a secretaria de habitação para o PP de Paulo Maluf e, junto com Alckmin,  aumentou os preços das passagens. Agora, em 2014, Haddad chama os trabalhadores rodoviários de “vândalos”, reprime a greve dos professores municipais e não atende as reivindicações dos sem-tetos, que lutam pelo direito à moradia. 

Nas eleições para o governo estadual, é tarefa da esquerda socialista derrotar a candidatura de Geraldo Alckmin, sustentada pelo PSDB e pelo DEM. Porém, é preciso enfrentar também a falsa alternativa representada por Padilha e Maluf. Do mesmo modo, será necessário desmascarar as demais candidaturas burguesas, como a de Paulo Skaf (PMDB) e a  da coligação Rede e PSB. 

Em São Paulo, alternativa pra valer é a Frente de Esquerda e Socialista! As greves e as manifestações apontam o caminho da transformação social. Nas eleições, é necessário apresentar uma alternativa de esquerda e dos trabalhadores, que apóie as reivindicações das ruas. As demandas das jornadas de Junho encontram no programa socialista a sua máxima expressão. É hora de levar esse programa para milhões de pessoas!

Para defender as mudanças que o Brasil precisa, o PSTU lançou o nome do metalúrgico José Maria como pré-candidato à presidente. Em São Paulo, o PSTU e o PSOL lançarão uma candidatura única para o governo e o senado. A Frente de Esquerda e Socialista no estado está baseada em importantes pontos programáticos e no respeito ao peso social dos partidos que a compõem. 

A Frente será uma alternativa à falsa polarização entre o PSDB e PT. Nesse sentido,  enfrentará tanto Geraldo Alckmin como a dobradinha “Padilha e Maluf”. Esse acordo programático foi decisivo para conformação da  coligação eleitoral entre o PSTU e o PSOL. A Frente de Esquerda e Socialista  não terá a presença de nenhum partido burguês (como a Rede, por exemplo), bem como não receberá dinheiro de empresários, bancos e empreiteiras. O financiamento da campanha virá exclusivamente das doações dos trabalhadores e da juventude. Outro ponto do acordo diz respeito ao duplo palanque presidencial. Como os partidos têm candidatos à presidência distintos, nas atividades comuns da Frente, haverá a presença dos dois nomes (Zé Maria e Randolfe). 

O pré-candidato a governador será indicado pelo PSOL e a pré-candidata ao senado será indicada pelo PSTU. O diretório estadual do PSOL mudou seu pré-candidato recentemente, retirando o nome do professor Vladimir Safatle e definindo pelo nome de Gilberto Maringoni, também professor. O PSTU participou das discussões programáticas e da construção da pré-candidatura de Safatle, mas não interferirá na indicação e respeita a decisão do PSOL, que será confirmada definitivamente em convenção no dia 14 de junho. 

A pré-candidata ao senado é Ana Luiza Figueiredo, do PSTU. Ana Luiza começou sua militância política em 1979. Ajudou a construir a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1994, ajudou a fundar o PSTU. É trabalhadora do judiciário federal em São Paulo e constrói a CSP-Conlutas.  Reconhecida lutadora dos direitos das mulheres trabalhadoras, foi candidata ao Senado em 2010 e obteve 109 mil votos.

O PSTU lança também Toninho Ferreira como pré-candidato prioritário à deputado federal.  Toninho, de 55 anos, trabalhou na GM e Embraer. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos por dois mandatos e, em 2012, foi o quinto candidato mais votado para vereador na cidade. Atualmente, é advogado dos movimentos populares. Esteve ao lado dos moradores na luta contra a desocupação e é a principal liderança das famílias do Pinheirinho. Para  Deputado Estadual, nosso partido lançará uma chapa com cerca de 30 lutadores e lutadoras.

Por um programa socialista e operário! São Paulo para os Trabalhadores! Para realizar as mudanças que São Paulo precisa, é necessário um programa conectado com as reivindicações que ecoam nas manifestações e greves. E apenas com a aplicação de um programa socialista e anticapitalista será possível garantir as mudanças que o povo pede nas ruas. O PSTU defende um profundo debate programático entre as forças que compõem a Frente nos meses de junho e julho, para assim apresentarmos nas  eleições uma plataforma unitária em sintonia com os ventos de Junho. 

Defendemos também a ampliação da Frente de Esquerda. Temos que convidar o conjunto dos movimento sociais combativos (Luta Popular, MTST, MPL, etc.), os sindicatos e as centrais que não se venderam (CSP/Conlutas, Feraesp, Intersindical, etc.); a juventude e suas organizações de luta (ANEL, Juntos, etc.), os intelectuais de esquerda; os movimentos contra as opressões (MML, Quilombo Raça e Classe, coletivos, etc); e os milhares de novos ativistas que surgiram depois de Junho para discutir um programa de transformação social para São Paulo e o país. 

O PSTU defende um programa para uma transformação socialista do país. Não acreditamos que as corruptas eleições capitalistas, controladas pelas empresas, bancos e multinacionais - que financiam os grandes partidos, sejam o instrumento para as mudanças que necessitamos. A verdadeira mudança virá das lutas, greves e manifestações, e, sobretudo, da organização dos trabalhadores e da juventude para impor suas reivindicações. Participamos das eleições para fortalecer esse objetivo estratégico. 

Em São Paulo, defendemos alguns pontos essenciais para o programa comum da Frente de Esquerda e Socialista:
- Sabesp 100% estatal para não faltar água! Realizar imediatamente os investimentos e obras necessárias para garantir o abastecimento para todos!

- Para garantir transporte público, de qualidade e gratuito, Metrô e Trens 100% estatais! Investimentos para ampliação do sistema metroviário. Estatização da linha 4 do Metrô e fim da privatização da CPTM. Tarifa social, rumo à tarifa zero! Passe-livre para estudantes e desempregados!

- Fim do pagamento da dívida do estado com a União e bancos. Chega de dinheiro para banqueiros, empreiteiras e o agronegócio! Esses recursos devem ser destinados aos serviços públicos: saúde, educação, moradia, transporte.

- Fim da violência policial, desmilitarização da PM já! Para garantir segurança pública, polícia civil única controlada pelas comunidades! Fim da repressão aos movimentos sociais!

- O deputado e o governador devem ganhar o mesmo que um professor! Fim do financiamento privado de campanha!

- Mais verbas para saúde e educação públicas! Fim das OSs nos hospitais, postos de atendimento e pronto-socorros, concurso público já! Salário digno para os professores do estado!

- Por um plano de construção de moradias que zere o déficit habitacional em 4 anos!

PSTU realiza lançamento do livro 'Anarquismo e Comunismo', dia 11, em Santos


















Livro de revolucionário russo reacende uma antiga polêmica da esquerda em Santos

03/06/2014 - Apelidada de “cidade vermelha” na década de 1960, sobretudo pela influência do partidão (PCB) nos sindicatos e movimentos sociais da região naquele período, Santos voltará a ser palco de um debate que sempre forneceu grandes discussões à esquerda santista: as polêmicas teóricas e práticas entre anarquistas e marxistas.

Os simpatizantes das ideias de Karl Marx, de um lado, e Mikhail Bakunin, de outro, considerados respectivamente os pais do marxismo e anarquismo mundiais, terão a oportunidade de colocar o assunto mais uma vez em pauta no lançamento da publicação ‘Anarquismo e Comunismo’, do russo Evgueni Preobrazhenski.  A atividade acontecerá no dia 11 de junho, às 18h30, na sede do PSTU em Santos (Rua Júlio de Mesquita, 16, sala 1, Vila Mathias).

A obra, publicada pela primeira vez no Brasil, sintetiza a principal diferença histórica entre esses dois campos: enquanto os marxistas defendem a necessidade do Estado operário para garantir as conquistas da revolução rumo ao comunismo, os anarquistas são frontalmente contra qualquer forma de centralização governamental, defendendo a imediata supressão do Estado - mesmo que não seja burguês, mas sim operário.

O debate será conduzido por Henrique Canary, da Secretaria Nacional de Formação do PSTU. Canary é professor universitário formado em História pela Universidade Russa da Amizade dos Povos (Moscou). “Nas jornadas de Junho, em 2013, pudemos testemunhar o surgimento de movimentos e ideias anarquistas, em toda uma camada de jovens e ativistas. Num momento em que táticas como a dos Black Blocs ganharam a simpatia de muitos lutadores, é fundamental entender os limites e as consequências práticas da teoria anarquista, bem como a necessidade da revolução socialista e do Estado proletário”, explica Canary.

O livro é um dos trabalhos mais importantes de Preobrazhenski, economista russo que foi membro do Partido Bolchevique na época da Revolução Russa, em 1917. Após a tomada do poder pelos bolcheviques, exerceu o posto de presidente do Comitê Financeiro da República Soviética.

Em relação à obra, Canary não esconde sua simpatia pelas ideias do autor. Para ele, o dirigente bolchevique acaba por demonstrar a incapacidade do pensamento anarquista em responder à complexa e contraditória realidade da revolução proletária. “De forma clara e compreensível, ele não só refuta os argumentos anarquistas contra a URSS, mas explica também a concepção marxista do Estado e as tarefas dos revolucionários frente a este”.

Livraria será inaugurada
Aproveitando a ocasião, o PSTU Baixada Santista promoverá a inauguração de sua livraria. Apesar de modesta, já fornecerá aos militantes de esquerda importantes obras publicadas pelas editoras Sundermann e Boitempo. Trotsky, Marx, Lênin, Engels e outros grandes teóricos do marxismo internacional estão entre os autores disponíveis.

No dia do debate haverá desconto de até 30% em diversos títulos das duas editoras. Àqueles que não tiverem condições de adquirir os livros, uma biblioteca com algumas obras importantes também será inaugurada. Por um valor simbólico de R$ 2,00, o interessado poderá emprestar qualquer livro por até 30 dias.

Saiba mais sobre o autor
Evgueni Alekseievitch Preobrazhenski nasceu em 15 de fevereiro de 1886, no vilarejo de Bolkhov, região de Oriol, Império Russo. Filho de um padre cristão ortodoxo, aos 17 anos se tornou membro da fração bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo.

Preobrazhenski teve um papel importante na revolução de 1905, assumindo tarefas de organização partidária nos montes Urais e Sibéria. Formado em Direito, estudou também economia, e em 1921 foi eleito presidente do Comitê Financeiro da República Soviética.

Neste posto, se ocupou dos problemas do restabelecimento da produção e do abastecimento de grãos em todo o território russo. Com base nessa experiência, escreveu vários trabalhos sobre a planificação econômica e a necessidade de industrialização da URSS, sendo “A Nova Econômica” o mais importante deles. Neste livro, Preobrazhenski formula sua famosa teoria da “acumulação primitiva socialista”, que seria o resultado da luta estabelecida, nas sociedades de transição ao socialismo, entre a lei do valor como um resquício do capitalismo, e a planificação econômica como medida consciente do governo socialista.

Após a morte de Lenin, Preobrazhenski adere à Oposição de Esquerda e, junto com Trotski, se torna um dos mais consequentes defensores de uma linha industrializadora nas cidades e coletivista no campo. Em 1927, com o exílio de Trotski, passa a organizar clandestinamente o trabalho oposicionista. Posteriormente, é expulso do partido; e em 1929, exilado por organizar uma gráfica ilegal.

Com a coletivização forçada do campo e com a pesada campanha de industrialização do primeiro plano quinquenal conduzidas por Stalin, Preobrazhenski capitula e renega a Oposição de Esquerda. Porém, a perseguição stalinista continua, e em 1933 ele é novamente preso, expulso do partido e exilado, fazendo nova autocrítica em 1934. Em 1936, é mais uma vez preso; e em 1937, no auge dos processos de Moscou, executado.

Diferente de muitos outros dirigentes assassinados por Stalin, Preobrazhenski jamais confessou qualquer crime, reduzindo suas “autocríticas” aos aspectos políticos. Provavelmente devido a esta recusa altamente incoveniente para a burocracia dirigente, Preobrazhenski não chegou a ser levado a julgamento público, tendo sido fuzilado às escondidas, em circunstâncias que só foram conhecidas muito tempo depois. Até hoje seu nome é uma das principais referências nos estudos de planificação e política econômica de Estados operários.

27 de maio de 2014

Cubatão é palco de revolta operária em greve que já dura 23 dias em refinaria da Petrobras

Início da greve em Cubatão, quando mobilização envolveu 15 mil trabalhadores de 25 indústrias

Ignorados pela grande imprensa, desprezados pelos patrões e invisíveis aos olhos da opinião pública, os operários terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (SP), na Baixada Santista, resolveram sair na marra da invisibilidade.

Nesta terça-feira (27/05), 23º dia de greve dos trabalhadores da empreiteira Tomé, dois ônibus foram incendiados – num gesto radicalizado de raiva contra as condições degradantes de trabalho, o salário de fome e os calotes, que acontecem quase todo mês. Soma-se a esses ingredientes a revolta com o descaso da Tomé, que insiste em negar as reivindicações, e com a negligência da Petrobras, que assiste ao conflito de camarote sem nada fazer.

Seguindo as dezenas de exemplos que se espalham pelo país em outras categorias às vésperas da Copa do Mundo, os mais de cinco mil trabalhadores da Tomé lançaram mão da única – porém poderosa – ferramenta que têm em mãos: a greve.

Eles exigem 16% de aumento salarial, vale alimentação de R$ 800,00 mensais, Participação nos Lucros (PL) de R$ 5 mil, além de melhores condições de trabalho e avanço nas cláusulas sociais.

No início da greve, deflagrada em 5 de maio, a mobilização envolvia todo o Polo Industrial de Cubatão. Mais de 15 mil trabalhadores espalhados em 25 indústrias realizaram um forte movimento. Entretanto, para os trabalhadores da Tomé a luta não podia acabar. Responsáveis por erguer a nova unidade de diesel da refinaria, uma obra milionária que vale no mínimo R$ 3 bilhões, era impossível para os trabalhadores não observar o abismo brutal entre a riqueza que produzem todos os dias e a vida dura que enfrentam cotidianamente. 

Retaliação patronal
Logo após a decisão de manter a greve, tomada mesmo com os riscos inerentes agora à luta isolada, os trabalhadores sofreram um revés: a empreiteira Tomé resolveu partir para a contraofensiva, cortando o vale alimentação dos trabalhadores. Sem esse depósito mensal, fundamental para garantir comida na mesa da família, os ânimos se exaltaram. “Agora o caldo vai entornar, se querem intimidar a gente, a nossa resposta vai ser no mesmo calibre”, prometeu um operário, durante a assembleia.

A previsão não poderia ser mais precisa. A massa de operários respondeu a retaliação dos patrões com a continuidade da greve. O incêndio dos dois ônibus, nesta terça-feira, foi apenas a continuidade de uma radicalização nos métodos de luta dos trabalhadores que passou a envolver a ocupação de rodovia, formação de piquetes e até mesma a eleição de uma comissão de base, por fora do sindicato.

Espontaneamente, no calor da luta, os trabalhadores subiram – provavelmente de modo inconsciente – os degraus da luta de classes. O ódio ao patrão, assim como a desconfiança diante de uma direção sindical vacilante, é visível nos olhos dos trabalhadores em luta.

“A partir de agora, o sindicato só fala com a nossa autorização e quando a gente quiser”, afirmou um dos quatro trabalhadores eleitos na rodovia ocupada. Ele é ovacionado. Já a burocracia sindical, que em nenhum momento participou do piquete espontâneo dos trabalhadores, se cala diante dos trabalhadores e se justifica diante da imprensa.

"A diretoria do sindicato esclareceu que não tem nenhuma responsabilidade sobre a paralisação da rodovia. A diretoria, a militância e os equipamentos do sindicato estão no local da assembleia e não foram para a estrada. O diretor também disse que o sindicato não promoveu nem incentivou a paralisação da rodovia. Mesmo assim, ajudou a polícia a convencer os manifestantes a se retirarem do local", relatou a reportagem do G1 Santos e Região.

Justiça dos ricos
Responsável em tese por conciliar os conflitos entre patrões e empregados a Justiça, mais uma vez, demonstrou seu caráter de classe. No dia 22 de maio, uma quinta-feira, o conflito foi parar nos corredores do Tribunal Regional do Trabalho que teve a proeza de piorar a proposta da patronal, reduzindo em 2,5% o aumento salarial proposto, decretando ainda a greve ilegal. “Tribunal é tudo dominado por essas empresas, é tudo combinado já”, chegou a conclusão um dos operários em greve. 

O desenlace final da greve está próximo. Desde o primeiro dia, o PSTU e a CSP-Conlutas estão jogando toda a sua militância em apoio a esses guerreiros da construção civil. Entre a vitória ou derrota imediata desta greve está a certeza de uma conquista que ultrapassa qualquer avanço econômico, qualquer porcentagem salarial: o avanço na consciência de classe, quando milhares de trabalhadores descobrem quem é seu inimigo e quem é seu aliado.

Abaixo, assista ao vídeo da TV Tribuna sobre 23º dia de greve


6 de maio de 2014

Greve operária atinge 15 mil trabalhadores em Cubatão

Gabriel Casoni, de Cubatão (SP)

Mais de 15 mil operários estão em greve em Cubatão (SP). São trabalhadores da construção civil e das empresas terceirizadas do pólo industrial. Somente na refinaria da Petrobras (RPBC) são cerca de 7 mil operários de braços cruzados. Além das terceirizadas da refinaria, a greve atinge também a fábrica de fertilizantes da Vale e inúmeras outras empresas petroquímicas da região. Ao todo são 25 indústrias paradas.

A greve geral dos operários terceirizados de Cubatão é tão forte que praticamente não há fura-greves a serem contidos: a adesão é massiva e espontânea. A radicalidade do movimento se manifestou também na assembléia que deflagou a paralisação nesta segunda-feira, 5 de maio. O sindicato da categoria (Sintracomos) propôs que a paralisação tivesse inicio após 72 horas, para o cumprimento legal do aviso de greve. A massa operária não deu bola para a recomendação jurídica. A greve geral começou na mesma hora.

Os trabalhadores em luta exigem 16% de aumento salarial, vale alimentação de R$ 800,00 reais mensais, Participação nos Lucros (PL) de R$ 5 mil reais, além de melhores condições de trabalhado e avanço nas cláusulas sociais.

O levante dos operários precarizados
Não completou ainda um mês da última greve dos terceirizados da refinaria de Cubatão. Foram 11 dias de braços cruzados em abril. Na verdade, tinha sido só o aquecimento para a paralisação geral de maio.

Em todo país, há uma revolta crescente dos operários precarizados das grandes obras e fábricas. Em março, cerca de 30 mil operários da obra do Comperj, em Itaboraí (RJ), cruzaram os braços em defesa de condições dignas de salário e de trabalho. Também estão parados os trabalhadores da Imbel, fábrica estatal de armamentos. A heróica greve dos Garis do Rio, em pleno carnaval, comoveu o país e encorajou as lutas de todos explorados e oprimidos.

Os homens e mulheres que produzem toda a riqueza do país querem o direito a uma vida digna. A greve é a sua ferramenta.

Unificar as lutas e conquistar vitórias!
A realidade é dura. Os salários não chegam ao final do mês. A inflação galopante corroí o pouco dinheiro que sobra no bolso. Enquanto o patrão engorda os lucros, o trabalhador tá enforcado em dívidas com os bancos.

Não dá mais. Merecemos um salário decente! Por isso, devemos exigir dos governos e das empresas aumento geral dos salários. Nesse sentido, é fundamental unificar as greves e as mobilizações em curso. Unidos somos mais fortes!

Queremos também uma vida mais digna. A saúde e educação estão abandonadas. Mas sobra dinheiro para os estádios da Copa, onde só ricos entrarão. O governo Dilma gasta mais de metade do orçamento do país para pagar os juros da divida aos bancos, que estão cada vez mais ricos. Com esse dinheiro seria possível garantir moradia digna para todos os brasileiros. Dilma, chega de dinheiro pra banqueiro e empresário, queremos mais salário, saúde e educação!

É preciso unificar a luta do trabalhador e da juventude. Na Copa, vai ter luta em defesa de nossos direitos! A central sindical CSP-Conlutas junto com centenas de outras entidades Brasil afora estão preparando grandes manifestações. No dia 12 de junho, dia de abertura da Copa, protestos estão sendo preparados em todo país. Vamos às ruas em defesa de um Brasil mais justo, igualitário e soberano!

Clique aqui e assista ao vídeo com o momento da votação que rejeitou a proposta patronal

25 de abril de 2014

Contra a corrupção e a privatização, por uma Petrobras 100% estatal a serviço do povo brasileiro!

Dalmo Rodrigues, de Santos (SP)

Na noite da última quarta-feira (23/04), a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, determinou a abertura no Senado de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) exclusiva para apurar as denúncias que envolvem a Petrobras.

Estariam entre os principais focos de trabalho da futura CPI, a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA; a suspeita de propina envolvendo a holandesa SBM Offshore, que aluga plataformas à Petrobras, e o possível superfaturamento de refinarias, como a Abreu e Lima (PE).

A direita corrupta e privatista, que hoje “clama” por transparência, comemora o resultado de olho nas eleições. Não nos enganemos: esses setores - PSDB, DEM e o PPS - enxergam na CPI não a oportunidade de investigar rigorosamente os fatos, mas sim a chance de aprofundar o ataque à empresa e fortalecer o discurso privatista.  

Do outro lado, o PT e seus aliados (PMDB, PP, etc.) querem jogar a sujeira para debaixo do tapete. Os petistas e a sua base de apoio no Congresso buscam esconder o “balcão de negócios” no qual foi transformado a Petrobras. Ao contrário do que afirma o governo, a privatização seguiu nos governos Lula e Dilma. Desde de 2002, já foram 6 leilões de reservas de petróleo, com destaque para a trágica privatização do pré-sal, com a venda do Campo de Libra, em outubro de 2013.  

Diante deste quadro, as dúvidas sobre como defender a Petrobras se acentuam e uma pergunta fundamental torna-se imperiosa: qual a saída dos trabalhadores para esta crise?

Este artigo busca fortalecer uma terceira posição, uma posição independente dos trabalhadores em defesa de uma Petrobras 100% estatal a serviço do povo brasileiro. 

O papel da imprensa e da direita
Se parece existir um consenso entre aqueles que reivindicam a defesa da Petrobras estatal, é a necessidade de combater e desmascarar a hipocrisia da direita e da grande imprensa. Esses setores, que hoje fingem se preocupar com os rumos da empresa, sempre atuaram como defensores do sucateamento e privatização da maior empresa do país. Foi assim que privatizaram a Vale, o setor de telecomunicações e muitas outras estatais nos anos 1990, em meio a denúncias de favorecimentos e corrupção.

É preciso combater a hipocrisia e o cinismo da grande mídia, dos tucanos e dos demos. Por detrás do discurso da “ética” e da “transparência”, está a sanha privatista daqueles que querem destruir a Petrobras. 

Defender a Petrobras ou governo Dilma?
A batalha contra o oportunismo da direita e da imprensa burguesa – que é parte fundamental da defesa pela Petrobras - não pode ser confundida com a defesa do governo Dilma. 

Infelizmente, os governos Lula e Dilma deram sequência ao curso privatista iniciado com FHC. O monopólio estatal do petróleo não foi recuperado, o pré-sal foi vendido a preço de banana para as multinacionais, a terceirização desenfreada e o desinvestimento dão o tom da gestão da companhia. Soma-se a isso, as denúncias de corrupção e superfaturamentos bilionários.

Tristemente, o movimento sindical governista, como a CUT e FUP, saí em defesa do governo federal. Sob o pretexto de defender a Petrobras, assumem a tarefa de blindar o PT de possíveis derrotas eleitorais.

Em nossa opinião, defender a Petrobras significa, além de atacar a direita privatista, denunciar e combater as políticas do governo Dilma que privatizam e fragilizam a companhia. É preciso acabar com o “balcão de negócios” que se transformou a direção da empresa sob o comando do PT e de seus aliados no governo (PMDB, Maluf, entre outros). É preciso reverter o Leilão de Libra e resgatar o monopólio estatal do Petróleo. 

O movimento sindical não deve estar atrelado ao governo. Nossa obrigação é construir um amplo campo em defesa da Petrobras, um terceiro campo - independente e dos trabalhadores. 

Temos que fazer como Silvio Sinedino, representante dos empregados da Petrobras em 2012, que cobrou em diversas reuniões do Conselho de Administração (CA) explicações detalhadas sobre a compra de Pasadena. Guido Mantega, Dilma Rousseff e, mais recentemente, Graça Foster, nada fizeram – mesmo sendo membros do CA ao longo desses anos. A realidade, por mais dura que seja, é que os maiores aliados da direita foi o próprio PT e o movimento sindical governista.

Um erro individual ou um erro de projeto político?
O PT não é vítima nesta crise. Pelo contrário, colaborou decisivamente para a exposição e enfraquecimento da companhia, sendo responsável ativo pelo bombardeio que a direita oportunista desfere contra a maior empresa do país.

Por isso, somos forçados a dizer que Dilma mente quando indica em seus discursos que a crise na empresa é fruto de “ações individuais e pontuais”. O que acontece na Petrobras é a expressão das escolhas feitas pelo PT.

Para chegar ao poder, e depois para construir maioria no Congresso, lançou mão de acordos com corruptos, empresários, partidos da velha direita e herdeiros da ditadura. Essa escolha gerou uma fatura: levar para a alta direção da Petrobras, e de outras estatais, a lógica do vale-tudo, transformando a empresa em um grande balcão de negócios.

Em nome da governabilidade, o PT promoveu o loteamento de cargos estratégicos da companhia entre os partidos da base aliada, criando as condições para fragilizar e expor à empresa a todo tipo de corrupção e irregularidades. Sem qualquer critério, passou a nomear em diretorias com vultuosos orçamentos gente como Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa preso por suspeita de lavagem de dinheiro.

Paulo Roberto foi indicado por, nada menos, que o PP (Partido Progressista) – legenda comandada pelo corrupto Paulo Maluf.  Isso sem citar as inúmeras empreiteiras, muitas delas financiadoras das campanhas eleitorais do PT e PMDB, que ganham dezenas de contratos na Petrobras – muitos, sem licitação.

A tentativa de privatizar a Petrobras não é recente. Aliás, por seu caráter estratégico para a economia brasileira, tal perigo sempre esteve e estará por perto; começou de modo agressivo, rápido e aberto pelas mãos do PSDB, mas está sendo mantido pelo PT. Mesmo que nem todos os trabalhadores ainda enxerguem isso com clareza, mesmo que o governo execute este plano em nome do “desenvolvimento do país”, de forma silenciosa, lenta e disfarçada.

É preciso dizer: a Petrobras está sendo privatizada
Se por um lado é inegável a sanha privatista do PSDB, por outro, infelizmente, é também verdade que o PT executa uma privatização velada do petróleo brasileiro e da Petrobras.

Muitos defensores do governo afirmam que o que está em jogo não é Pasadena, mas sim o pré-sal. No entanto, se esquecem de dizer que o próprio PT já entregou parte importante desta riqueza ao estrangeiro. No ano passado, pelas mãos de Dilma, se materializou o leilão de Libra, simplesmente a maior entrega do petróleo brasileiro de toda a história. Dilma não escapará da marca de ter vendido por R$ 15 bilhões (valor do bônus pago pelo consórcio vencedor) uma riqueza estimada em, pelo menos, R$ 3 trilhões.

Ainda sobre a privatização velada da Petrobras, salta aos olhos perceber que de todas as plataformas da companhia localizadas na Bacia de Santos apenas duas são operadas diretamente pela estatal (Merluza e Mexilhão), por petroleiros diretos. As demais, mesmo de propriedade da empresa, têm sua operação transferida para companhias contratadas e trabalhadores terceirizados. Isso, evidentemente, o governo prefere omitir.

As demais plataformas, todas elas, são operadas por empresas terceirizadas com estrutura marcada por equipamentos de qualidade muito inferior e padrões de segurança muito mais “flexíveis”, aumentando sensivelmente os riscos de acidente.

Essa privatização disfarçada se manifesta de diversas formas. A composição da força de trabalho é um exemplo. Foi na gestão petista que a mão de obra terceirizada teve um salto gigantesco. Hoje, existem aproximadamente 90 mil empregados próprios e quase 400 mil terceirizados - as maiores vítimas de acidentes de trabalho (muitos deles fatais), calotes e direitos rebaixados.

Na política de redução de custos, responsável por desencadear todo um clima de insegurança, a privatização velada também encontra terreno fértil. Somente com o PROCOP, programa de otimização de custos operacionais, foram economizados em 2013 mais de R$ 6,5 bilhões. Oficialmente, esta cifra foi alcançada de modo criterioso e planejado, mas a realidade demonstra o contrário: os custos estão sendo reduzidos na mesma proporção em que as condições de trabalho se tornam cada vez piores, os acidentes mais frequentes e as jornadas mais extenuantes.

Nenhuma das concessões e melhorias implantadas para se diferenciar do PSDB, como a retomada dos concursos e de investimentos em áreas abandonadas por FHC, foram suficientes para reverter a lógica do lucro e do capital. Se nos governos de FHC tivemos cinco rodadas de leilão de petróleo, é preciso relembrar que nos governos petistas já tivemos seis rodadas.

A verdade é que o PT abandonou a chance de reestatizar a Petrobras, uma de suas bandeiras históricas antes de chegar à presidência. Os trabalhadores, certamente, estariam na linha de frente desta luta. Com isso, inaugurou uma política de privatização muito mais inteligente e nociva do que a arquitetada pelo PSDB, porque em vez de privatizar com a defesa franca de um projeto neoliberal, colocou em prática uma privatização disfarçada, cheia de sutilezas.

O que Pasadena nos mostra?
Na ansiedade de defender sua gestão como presidente da Petrobras, período em que Pasadena foi adquirida, José Sérgio Gabrielli fez uma confissão no mínimo curiosa em artigo publicado na Folha de S. Paulo, sob o título ‘Pasadena: mitos e verdades’.

Segundo ele, a decisão (de comprar Pasadena) “atendia ao planejamento estratégico da companhia definido em 1999, no governo FHC”. Ou seja, admite involuntariamente que a compra da refinaria enquadrava-se no planejamento elaborado pelo governo tucano. Planejamento, diga-se, elaborado num período de grandes ataques do PSDB à Petrobras. Foi nesta época que o monopólio do petróleo foi quebrado, que a greve histórica da categoria foi reprimida com o Exército e que a empresa foi escancarada para o capital privado internacional, quase mudando seu nome para Petrobrax.

A abertura do capital da empresa à bolsa de Nova York desencadeou a desnacionalização de 30% de suas ações, sendo que hoje 53% estão nas mãos de capitalistas. E embora o governo mantenha o controle com 55% dos votos, 60% do valor econômico da empresa está em mãos privadas. Quem dá as cartas, em última instância, é a burguesia. E o governo é seu agente.

Por isso, mais do que questionar os valores da compra de Pasadena e as reais cifras do negócio, devemos nos perguntar por que a empresa resolveu expandir sua atuação para o exterior. Para quê e para quem?

Esta política, em nossa opinião, tinha como principal função obter lucro... para os acionistas. Sem nenhuma conexão com qualquer política voltada para a soberania energética nacional, sem nenhuma subordinação a uma política calçada nos interesses sociais do país. Todo o plano estratégico da empresa, desde FHC até Dilma, é hierarquizado pela necessidade de garantir lucro e rentabilidade aos acionistas.

Contra a privatização e corrupção, Petrobras 100% Estatal
Somente com a retomada de uma Petrobras 100% Estatal, sob o controle dos trabalhadores, teremos uma empresa sem privatização e sem corrupção, a serviço do povo brasileiro. Assim, poderemos construir um Conselho Administrativo completamente distinto deste que está aí. Um CA formado por membros de entidades sindicais, movimentos sociais e órgãos ligados aos trabalhadores, todos eleitos em suas bases. E uma Diretoria Executiva que seja eleita entre funcionários de carreira, com prestação de contas sistemática de seus atos à categoria, sob pena de terem seus cargos revogados.

Defendemos uma empresa controlada por aqueles que fazem as máquinas funcionarem, por extrair do solo brasileiro a riqueza que, nas mãos do Estado e dos trabalhadores, pode revolucionar a educação, a saúde, a moradia e o transporte público do país.

7 de abril de 2014

Explode greve de operários na Petrobrás em Cubatão!

Gabriel Casoni, de Cubatão

07/04/2014 - Mais de 5 mil operários terceirizados da refinaria da Petrobras em Cubatão (SP) entraram no terceiro dia de greve nesta segunda-feira (7) e decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. 

Os operários são responsáveis pela construção da nova unidade de Diesel da refinaria, orçada em bilhões de reais. Em contraste com a enorme riqueza produzida pelas calejadas mãos operárias, estão as humilhantes condições de trabalho que estão submetidos esses trabalhadores.

As empresas contratadas pela Petrobras realizam uma série de descontos indevidos no salário. Muitos trabalhadores não recebem as horas extras realizadas ou tem dias descontados sem terem faltado. De um modo ou de outro, a maioria dos trabalhadores perde parte significativa do salário em verdadeiros golpes das “gatas” contratadas pela Petrobras. 

Mas é muito pior. Dentro da área de trabalho, não há banheiros em número suficiente e todos eles encontram-se em estado de podridão. Depois de enfrentar longas filas para o almoço, os operários não têm direito a um local de descanso e abrigo. E quando chove todos são obrigados a se amontoarem como bichos dentro dos banheiros imundos. Esse são pequenos exemplos do inferno que esses operários enfrentam todos os dias. 

A raiva acumulada com a humilhação e exploração sem limites explodiu numa greve radicalizada. Como falou um trabalhador hoje: “a turma tá no veneno”. 

Os trabalhadores decidiram que só voltam ao trabalho depois que todas suas reivindicações forem atendidas. 

A força e a coragem dos milhares de operários transbordaram na hora da votação de continuidade da greve. Após a emocionante comemoração do resultado definido por unanimidade, os operários cantaram em coro: “Luta! Luta! Luta! Luta!”.  

Dilma, escuta, na Copa vai ter luta!
Depois dos rodoviários do Rio Grande do Sul, dos operários do Comperj e dos Garis no Rio, a greve dos operários da refinaria é mais uma clara demonstração da disposição de luta da classe trabalhadora brasileira, que não aguenta mais tamanha exploração e humilhação. A faísca da luta está acesa e começa a incendiar o país que vai receber a Copa do mundo.

E na Copa só rico e gringo vão entrar nos estádios. O povão vai ficar de fora. Os estádios foram bancados com o dinheiro do povo. Dinheiro que deveria ter sido investido em saúde e educação públicas de qualidade.

Mas não é só. A vida tá dura. O salário não dá conta de pagar as contas no final do mês e os preços no mercado sobem cada vez mais. O governo federal e os estaduais despejam rios de dinheiros para a Fifa, os bancos e as empreiteiras. Governam para e com os empresários e estão do lado do ricos e corruptos contra os trabalhadores. 

É hora de seguir o exemplo dos Garis e dos operários da obras da Petrobras. Com luta é possível vencer! Temos que exigir aumento geral nos salários e melhores condições de trabalho. 

Dilma tem que parar de dar dinheiro para Fifa, bancos e empreiteiras. Temos que exigir que o governo use esse dinheiro pra educação, saúde e transporte públicos! Enquanto Dilma e o PT governarem para e com os bancos, empreiteiras e as multinacionais, não haverá nenhuma mudança que o país precisa!