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26 de maio de 2015

A Baixada Santista vai parar dia 29!

É hora de barrar a terceirização e o ajuste fiscal de Dilma/Levy! 

Luiz Xavier, presidente do PSTU Baixada Santista

Nesta sexta-feira, dia 29 de maio, a Baixada Santista vai parar. Os trabalhadores vão cruzar os braços contra a terceirização (PL 4330), as medidas provisórias que ferem os direitos trabalhistas (MPs 644 e 665) e também contra o ajuste fiscal do governo Dilma que tira do povo para dar aos ricos e banqueiros.

Avenidas e rodovias centrais da região terão protestos logo pela manhã. As principais indústrias, os bancos, o transporte público e o comércio também serão afetados pela greve. Enfim, a sexta-feira será um dia em defesa dos direitos trabalhistas e sociais. Os sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais prometem intensa mobilização em nossa região.

Dia Nacional de greves e manifestações
A greve geral na Baixada Santista será parte do dia nacional de paralisações, que ocorrerá em todo país no dia 29. De norte a sul, trabalhadores de todas as categorias vão se manifestar e paralisar suas atividades. Este dia nacional de manifestação está sendo chamado por diversas centrais sindicais, como a CSP-Conlutas, CUT, CTB, Intersindical e muitas outras organizações.

É hora dos trabalhadores, da juventude e do povo brasileiro mostrarem toda sua indignação com a situação do Brasil. Vamos fazer um forte dia de greve e manifestações em defesa dos nossos direitos, por um país mais justo e igualitário!

A inflação aumenta a cada dia. O desemprego só cresce e os salários não dão pra pagar as contas do mês. Enquanto isso, os grandes empresários, os poderosos e a maioria dos políticos vivem na mordomia e no luxo! Basta!

Todo mundo sabe, a terceirização significa salários menores e quase nenhum direito. Não podemos aceitar o PL 4330, chega de escravidão! Queremos o fim da terceirização, para que todos trabalhadores e trabalhadoras tenham um trabalho digno, com acesso a todos os direitos!

Da mesma forma, as medidas provisórias do governo federal (664 e 665) agridem os direitos trabalhistas, restringindo o acesso ao seguro desemprego, ao abono do PIS e à pensão por morte. Não fomos nós, trabalhadores, que criamos essa crise, por isso, não somos nós que devemos pagar por ela!

O ajuste fiscal de Dilma/Levy é injusto: tira dos pobres para dar aos ricos. O governo quer cortar verbas da educação, saúde e moradia públicas para dar ainda mais dinheiros aos banqueiros e especuladores, por meio do pagamento da dívida pública. Precisamos de um ajuste nos lucros “de cima” e não arrochar ainda mais “os de baixo”.

Construir a greve geral! 
 O PSTU estará presente nas mobilizações na Baixada Santista e em todo país. Defendemos que os ricos e poderosos paguem pela crise, e não o povo trabalhador! Vamos construir uma greve geral para derrotar a terceirização e o ajuste fiscal de Dilma/Levy. Vamos às ruas defender os nossos direitos! Venha com a gente!

6 de abril de 2015

Incêndio na área portuária de Santos não é uma fatalidade




Fabíola Calefi, petroleira e militante do PSTU 

Uma grande tragédia ambiental está ocorrendo em Alemoa – Porto de Santos, apesar da CETESB e Prefeitura de Santos até agora não confirmarem oficialmente. São quatro dias de incêndio nos tanques da empresa ULTRACARGO. Seis tanques foram atingidos, sendo que dois continuam em chamas.

O sexto tanque atingido, continha seis milhões de litros de combustível (gasolina). O fogo no tanque só acaba quando o combustível acabar. Os trabalhos dos bombeiros é impedir que outros tanques sejam atingidos, inclusive porque existem produtos químicos explosivos armazenados em tanques da ULTRACARGO.

Nos primeiros dias do incêndio as autoridades municipais enviaram por mensagem de voz a seguinte informação aos telefones residenciais dos moradores: “A Prefeitura de Santos informa que o incêndio no bairro Alemoa está estável e sob controle do Corpo de Bombeiros, que conta com total apoio da Prefeitura. Cetesb segue monitorando permanentemente a qualidade do ar em toda a Cidade. Sem riscos à população”.

Entretanto, a verdade é que diversos danos ambientais já eram percebidos pela população da região da Baixada Santista - especialmente moradores dos bairros Piratininga e São Manoel, em Santos.

As pessoas estão sob tensão constante, uma trilha de fumaça preta é visível sobre o local. Se percebe muita sujeira na área externa das residências, como pontos pretos pelos quintais e calçadas. Partículas em suspensão no ar caem ininterruptamente no bairro e dão a impressão de uma garoa bem fina.

Nesta segunda feira (6), a CETESB confirmou que a qualidade do ar está ruim, principalmente para as pessoas que moram ou trabalham nas proximidades do incêndio. Isso significa que, principalmente para pessoas que tem problemas de saúde, como respiratórios ou cardíacos, ou ainda idosos e crianças, respirar esse ar pode comprometer muito a saúde. E ainda, o mau cheiro, por causa da morte dos animais no Rio Cubatão, já chega no Bairro Casqueiro, em Cubatão.

Os danos ambientais comprovados pelo órgão ambiental tratam-se da mortandade de milhares de peixes em diversos pontos de Santos, Guarujá, Cubatão e São Vicente. No Canal do Estuário boiam peixes como paratis, bagres, espadas, corvinas e manjubas, além de outros animais como cobras. A Serra do Mar também sofrerá danos como morte de espécies animais e vegetais, o órgão ambiental não dimensiona os danos.

Chuva ácida também está prevista para os próximos dias devido à elevada concentração de poluentes dispersos no ar devido a fumaça. A chuva ácida pode ocasionar problemas na pele, além da morte de espécies animais e vegetais. Agora, moradores estão recebendo avisos oficiais, por telefone e visitas às casas, sobre a possibilidade de evacuação. Munícipes relatam ter atendido a uma ligação avisando que a situação do incêndio se encontra estável e que existe um plano de emergência para a saída deles, se necessário. O Prefeito Paulo Alexandre Barbosa afirma que a cidade está totalmente preparada caso seja necessário a evacuação.

Afirmação duvidosa, já que Santos é uma ilha e as únicas saídas são pela Anchieta, Imigrantes, centro da cidade, sentido São Vicente, ou balsa. E quem é morador sabe: basta um feriado para que as vias fiquem travadas por horas por causa do trânsito. Caso a situação saia do controle e haja uma explosão de grandes proporções, o pânico e desespero das pessoas ao tentarem sair da região causará um verdadeiro caos.

A região da Baixada Santista, em especial Santos e Cubatão, concentra um enorme polo petroquímico com diversas empresas químicas de fabricação e transporte de combustíveis e outros produtos químicos altamente perigosos e letais. As pessoas nunca receberam qualquer tipo de treinamento para esse tipo de ocorrência, a não ser poucos empregados dessas empresas. Não estão disponíveis mecanismos de proteção à saúde como equipamentos como máscaras, óculos, ou estrutura de atendimento especializada com enfermagem ou hospitais de pronto atendimento em número e especialização suficientes para tragédias como essas.

Basta ver o último acidente ocorrido em Cubatão no dia 23 de janeiro na empresa Anglo american. A emissão de ácido sulfúrico na empresa afetou milhares de trabalhadores, levando 80 pessoas para atendimento médico emergencial, com danos à saúde. A área foi evacuada de forma desordenada e tardia.

No momento, o Corpo de Bombeiros atua em 41 tanques dos 58 que existem na Ultracargo. Já foi dito que houve o aquecimento de outros tanques e por isso as chamas se propagaram, embora estejam jogando água. Outros tanques apresentam fissuras, o que possibilita a entrada de oxigênio, propiciando novos incêndios.

Com essas informações podemos concluir que a causa do incêndio embora nem a empresa ULTRACAGO, nem a Prefeitura de Santos admitam, trata-se de descaso e falta de investimentos em Segurança do Trabalho e Manutenção Industrial.

Isso é bastante comum em empresas privatizadas, em que o lucro está acima da segurança e da vida. Buscando dar condições para que as empresas se tornem cada vez mais lucrativas, o governo está para aprovar no congresso a PL 4330/2004 que permite a terceirização de todas as atividades fins de uma empresa. Como no caso de empresas como a Ultracargo, a privatização e terceirização significam investir menos em salário e formação de seus empregados e a redução dos custos com material e manutenção com cortes no orçamento que seria destinado a mecanismos de controle e combate a emergências ambientais ou de acidentes.

Todas as tragédias ambientais ou grandes acidentes envolvendo segurança industrial poderiam ter sido evitados ou seus efeitos minimizados. Assim que ocorre o acidente é necessária a mobilização de maior número possível de recursos materiais e humanos para combater o acidente e controlar seus efeitos. Mas o que se vê na prática é que as autoridades subdimensionam o problema, infelizmente porque essas pessoas não são especializadas, e não levam em conta o que os profissionais da área diagnosticam. Demora muito tempo até que assumam a real dimensão do problema e autorizem os recursos necessários. Tudo isso em nome da retenção de custos e também para evitar que o nome da empresa seja “manchado”.

Atitude comum dos capitalistas gananciosos, banqueiros e empresários, desconsiderando a saúde e a vida das pessoas, especialmente porque quem mais sofre com as consequências são os mais pobres. Para nós, do PSTU, somada à necessária luta pela primeirização da força de trabalho dessas empresas e pela estatização, a salvação para o meio ambiente está necessariamente na construção de uma outra sociedade, uma sociedade livre da ganância pelo lucro, uma sociedade socialista.

10 de fevereiro de 2015

Na “pátria educadora”, Dilma corta 7 bilhões da Educação

Marco Lopes, da Juventude do PSTU Baixada Santista

O ano de 2014 foi um ano intenso para os estudantes; foi um ano de muitas lutas: a greve unificada entre UNESP, Unicamp e USP de estudantes, professores e funcionários somada às eleições e diversas manifestações. Foi um ano de luta para a Juventude que sonha com uma educação pública e de qualidade pra todos e todas. 

Contudo, 2015 só está no início e já promete ser um ano em que a luta deverá continuar e mais forte: em janeiro, foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff corte de R$ 1,9 bilhão por mês do orçamento público para cortes administrativos envolvendo ministérios e secretárias especiais. Por ano, tal corte equivale a R$ 22,7 bilhões, nada mais nada menos que um terço de corte orçamentário. 

O Ministério da Educação foi o mais atingido: sofrerá um corte de 7 bilhões. Corte de absurdo 31% numa área já tão defasada e sucateada pelo governo. Muito contraditório com o discurso proferido pela presidenta em sua posse afirmando que o Brasil é uma “pátria educadora”, não é mesmo? 

Seguindo a linha dos governos anteriores, como o do PSDB, o PT ataca a educação brasileira ao se aliar com os grandes empresários da educação aplicando políticas neoliberais para beneficia-los, em vez de lutar por uma educação pública e de qualidade. O PT provou nesse ano que não é mais um partido dos trabalhadores e muito menos da juventude ao se aliar aos grandes exploradores e mercantilizando cada vez mais a educação. 

Nós, da Juventude Socialista do PSTU Baixada Santista, vemos diariamente as consequências dessa aliança entre o governo e os grandes empresários: escolas públicas sucateadas, universidades públicas em número insuficiente e sem verba para manutenções, corte de bolsas para estudantes carentes... Basta! 

Com um dos maiores PIBs do mundo e sendo uma das maiores economias é repulsivo que o Brasil aplique uma quantia tão ínfima na educação. Por isso, exigimos 10% do PIB voltado para investimentos na educação já! 

Que esse ano seja um ano de muita luta, mas também um ano de muitas vitórias para a juventude e a classe trabalhadora! Luta por educação, saúde e serviços públicos de qualidade! 

Por uma sociedade verdadeiramente educadora; sem machismo, racismo, LGBTfobia e qualquer outro tipo de opressão! Por um mundo socialista e sem exploração de classe! Por um mundo livre para os trabalhadores e trabalhadoras, como para a juventude!

Raiva popular atinge governos Dilma e Alckmin: tempestade no horizonte?




Gabriel Casoni, membro da direção da regional PSTU Baixada Santista 

 Uma sensação de desconforto toma conta do país. É como se o povo tivesse acordado com uma bruta
ressaca e, de manhã cedo, em busca da água redentora, não a encontra-se em parte alguma. 

O mal-estar aparece em todos cantos. Se fala mais da falta d’água do que futebol e novela, e o medo provoca as mais curiosas explicações e aterrorizantes prognósticos. E as reclamações são variadas. A dona da vendinha perto de casa lamenta o súbito aumento dos preços dos alimentos, que afugenta os clientes e diminui o lucro. O porteiro do prédio está indignado com o escandaloso aumento da passagem do ônibus, que seca ainda mais seu magro salário. O amigo operário da construção civil teme o desemprego na obra da Petrobras e o iminente calote trabalhista das empreiteiras. No elevador, o vizinho metalúrgico solta farpas com o preço salgado da gasolina e o descomunal aumento na conta de luz. 

Nesse clima tão hostil não foi surpresa o derretimento da popularidade dos governos. O povo sente que foi enganado, traído e roubado. Alckmin prometeu que não faltaria água e que tudo estaria sob controle. Mentiu sem nenhum pudor. E mesmo se cair muita água do céu nos próximos meses, o cruel racionamento, que afetará especialmente os mais pobres, é certo. Esse cenário de caos era plenamente evitável, bastava planejamento e investimento enquanto havia tempo. Preferiram a mentira e a privatização da Sabesp. Alckmin e o PSDB precisam pagar pelo crime cometido. 

Já a presidenta Dilma começou o mandado mas não sabe se o completará. Os índices de rejeição dispararam e o horizonte é sombrio: a economia deve entrar em recessão e a crise política é colossal. O PT paga pela traição às causas populares e operárias. O partido erguido pelas massas trabalhadoras se prostituiu aos poderosos. A corrupção desenfreada, o pacto satânico com os banqueiros, a aliança vergonhosa com as empreiteiras, o jogo sujo no Congresso, as coligações espúrias com os partidos e políticos de direita, estão levando à falência política um partido que, no passado, orgulhava a classe trabalhadora brasileira. Uma reflexão estratégica se faz necessária à esquerda: o projeto de conciliação de classe e a adaptação à democracia burguesa destruíram o PT enquanto alternativa para os trabalhadores. 

A Direita busca surfar na onda de descontentamento popular que ameaça engolir o governo Dilma. Os tucanos falam em impeachment. Aos trabalhadores não cabe jogar água no moinho de Aécio Neves e companhia. Mas tampouco é nosso papel a defesa de um governo onde um banqueiro comanda a Economia, uma latifundiária dirige a Agricultura e todas medidas anunciadas são contra o povo trabalhador. 

Os socialistas devem buscar dirigir a tempestade popular à esquerda, contra os tucanos e demos, mas também contra o governo Dilma e seus aliados de direita. Num país tão rico, com tantas riquezas naturais e um povo trabalhador e honesto, é possível e necessário uma transformação social, que dê a quem trabalha os frutos de seu suor. Enquanto meia dúzia de banqueiros, políticos corruptos e grandes empresários sugarem toda riqueza do país não haverá justiça social. O caminho está na luta!

9 de fevereiro de 2015

Assassinato de jovem em Santos expõe aprofundamento da barbárie capitalista

Guilherme Irineu, da Juventude do PSTU Baixada Santista

Na última terça-feira (3), um jovem foi assassinado próximo às dependências da universidade em que estudava, em Santos. Matheus Demétrio do Santos, de 19 anos, foi alvo de um disparo pelas costas por um indivíduo não identificado. 

Pelas informações divulgadas até aqui pela imprensa, os investigadores descartam a possibilidade de tentativa de roubo, pois ele teria se aproximado da vítima com a intenção de disparar sem qualquer tentativa de roubo. O testemunho de uma prima de Mateus reforça essa tese. Segundo ela, seu primo teria sido vítima de crime passional. 

Logo após o assassinato, uma grande comoção tomou conta das redes sociais. Amigos, moradores da cidade e outros estudantes, com razão, demonstraram tristeza e choque diante da morte de Mateus. Em primeira instância, a população tratou o caso como um problema de segurança pública, o que gerou muitos debates sobre a violência urbana e suas consequências. 

Ódio seletivo
Infelizmente, se alastrando como pólvora, não houve apenas espaço para o legítimo sentimento de perda e perplexidade. Flertando com o que há de mais reacionário sobre o tema, muitas pessoas passaram a endossar discursos de roupagem fascista como a defesa de pena de morte, a volta da ditadura militar de 1964, assim como a “suspeita" automática - de cunho racista e preconceito de classe - sobre pobres e negros da periferia. 

Nós, do PSTU, manifestamos nosso profundo pesar a familiares e amigos, sabendo que a perda é irreparável e que uma punição rigorosa deve ser aplicada ao culpado. 

No entanto, mesmo diante dessa perda, não podemos deixar de repudiar essas declarações e citar um elemento exposto com essa tragédia: o ódio seletivo. Foi “necessária" a morte de um jovem branco, de classe média para que um setor da sociedade, enfim, se mostrasse comovido pela morte de um ser humano e indignado com a violência. Não testemunhamos o mesmo sentimento quando, diariamente, assistimos ao genocídio da população pobre e, majoritariamente, negra das regiões pobres do país. E, o pior, violência institucionalizada ao ser cometida em grande parte pela Polícia Militar de todos os estados.

Por isso, reiteramos: é claro que o assassinato de qualquer pessoa deve ser veementemente repreendido, mas para a sociedade conservadora a morte de um jovem branco tem muito mais peso do que as centenas de mortes de autoria do Estado. Dois pesos, duas medidas.

Tal comoção a esse terrível crime e a indiferença aos assassinatos diários de negros e pobres no Brasil escancara um mundo extremamente desigual, dividido em classes, e demonstra a profunda crise social e barbárie que são produzidas pelo capitalismo. Não é a primeira vez e nem será a última, infelizmente, que diante de tragédias como essa surgem aspectos de bestialidade em diversos setores da sociedade. Seja fruto da insegurança pública, na hipótese de tentativa de assalto, seja fruto do machismo, por conta de um possível crime passional, a morte de Matheus evidencia um mundo doente. 

Nós do PSTU, frente a essa barbárie causada pela exploração capitalista, lutamos diariamente para que a violência fruto de tanta desigualdade seja destruída e uma sociedade igualitária e socialista, sem explorações e opressões, possa permitir que os jovens e os trabalhadores possam viver em paz.

27 de janeiro de 2015

Governos aproveitam férias para reajustar tarifas de ônibus na Região

Foi na surdida. Pensaram que ia passar despercebido… Mas não passou. Em dezembro de 2014, aproveitando o clima de final de ano, os governos reajustaram novamente o valor da tarifa do transporte público, aumento o preço das passagens.

Diante disso, a exemplo de São Paulo, atos começam a pipocar nas grandes capitais, se enfrentando com a intransigência dos governos e a truculência policial.

Como sempre, visando o lucro das grandes concessionárias à custa dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude. Na Baixada Santista, os prefeitos da região não ficaram de fora. No Guarujá, a tarifa passou para R$ 3,20 - um aumento de 14,28%; em Bertioga alta de 10,71%, passando para R$ 3,10. Já em Santos a passagem poderá chegar a R$ 3,30. Em janeiro, justamente no período de férias, as tarifas intermunicipais já haviam subido em média 12%. 

Para justificar tal aumento, os políticos representantes da burguesia usam, como sempre, o argumento de que o reajuste da tarifa é necessário para investir em melhorias no transporte público e para abater os custos com manutenção da frota e alta dos combustíveis. Desculpa sempre utilizada frente à indignação da população aos valores absurdos das passagens. Desculpa, claramente, fajuta devido à gritante má qualidade do serviço na Baixada e em todo o Brasil. 

Essa justificativa serve para mascarar o real motivo do aumento: o lucro das grandes concessionárias que é priorizado frente às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras, cobrando deles o que é um direito: o de ir e vir. Tanto os governos tucanos quanto os petistas cometem graves violações aos direitos dos trabalhadores com o aumento injustificável da tarifa frente a um transporte público precário e abandonado. O Passe Livre, com a estilização do transporte, é um direito de todos! 

Visto isso, a Juventude do PSTU-Baixada Santista, lança essa nota em repúdio a mais uma manobra da burguesia e de seu Estado corrupto em lucrar sobre as costas dos trabalhadores e trabalhadoras! 

Convidamos toda a juventude e todos os trabalhadores que se juntem a nós nessa luta! Quarta-feira (28), às 21h, na Vila do Teatro (Praça dos Andradas ao lado da rodoviária), em Santos, participaremos de uma reunião com vários movimentos sociais para a organização do Ato contra a Tarifa, exigindo um transporte público e de qualidade, 100% estatizado e sobre o controle da população! 

- Que as ruas explodam novamente como foi nas Jornadas de Junho de 2013! 

- Pelo fim da exploração e por uma sociedade livre de opressões e socialista!